sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Novo parque de campismo selvagem

 

Nos terrenos da eterna prometida Marina de Ferragudo, nasce com a total impunidade mais uma imagem degradante do Concelho da Lagoa e Ferragudo em particular.
Depois de rios de notícias dos responsáveis como ministros, e do própio actual presidente da Câmara   a anunciarem entusiasticamente, como se um "el dourado" se tratasse, o inicio da construção da Marina
" o primeiro barco entrará em 2006 palavras do presidente da Câmara a um jornal local em 2005"
Depois da euforia e com o projecto adiado "sine die" , todos os que  aparecerem na altura , remetem-se agora ao silêncio sem uma única explicação pública para o desaire e desistência do projecto.
Para compor a desilusão do local,( o areal é provenientes das dragagens  no rio nos anos 90 que destruíram por completo uma zona bonita e natural )é agora, com a complacência das autoridades, Policia Marítima, IPTM, Câmara  etc, ocupado por dezenas de auto-caravanas,  na modalidade de campismo selvagem,  que despejam os dejectos no rio, para além da poluição visual. Mais chocante é existir um parque de campismo legal em Ferragudo, com condições de salubridade e higiene , que paga os seus impostos ao Estado e que perde receitas porque as autoridades permitem esta concorrência desleal, para além da imagem degradante que dá. Ou seja os próprios funcionários do Estado prejudicam o próprio Estado
Mas o slogan da Câmara é " Um Concelho com qualidade e harmonia" .... imaginem se não fosse...
No passado dia 15 a Policia Marítima, depois de algumas reclamações sobre a situação , agiu e expulsou os indivíduos; como seria de esperar a credibilidade das autoridades é pouca ou nenhuma e passado poucas horas já algumas caravanas tinham regressado. A solução seria a vedação das entradas do terreno, mas parece que a solução mais fácil não é a escolhida.  

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Atentado ambiental e urbanístico


ANTES E DEPOIS
Faz cerca de dois anos que a Câmara de Lagoa numa pretensa requalificação mandou cortar as  árvores visíveis na fotografia de cima, sem um prévio aviso nem um plano de pormenor, no Adro da Igreja. As árvores tinham mais de 60 anos  e já faziam parte da imagem do local.
Hoje toda a zona envolvente é um espaço morto e  incaracterístico.Fotografia de baixo.
Está em curso uma petição, com a participação de uma grande maioria de cidadãos de Ferragudo no sentido de arborizarem novamente o espaço com espécies algarvias

domingo, 31 de janeiro de 2010

A minha "amante"

Casa mandada construída em 1906 pelo meu bisavô Manuel Mouzinho de Albuquerque de Mascarenhas Gaivão, como destino de férias.Ter uma casa de férias no Algarve há + 100 anos, morando em Lisboa era quase com ir á lua hoje em dia
Nascido em Estombar, em 1869, com formação em Direito, cedo ocupou lugar de destaque em Lisboa em funções públicas mas não quis, por esse facto, perder as suas raízes algarvias.
Pouco usufruiu dessa casa pois morreu muito novo.(1911)
Casou com Maria de Gusmão Beltrão de Albuquerque Melo.Teve 11 filhos.
Consta que, a minha bisavó, já viúva,  e preocupada com o destino da casa entretanto votada ao abandono, devido aos 300 quilómetros de distancia que os separava, mas ciente que a sua preservação  manutenção era uma prioridade, numa reunião com os filhos, já adultos na altura, terá perguntado quem queria a casa. Prontamente  respondeu positivamente ao desafio  o meu avô João José , filho mais velho e já na altura casado com sua  prima Luísa. Como resposta terá recebido a aprovação da sua mãe, apenas como condição que a casa, uma vez que era casado, não seria apenas para ele, mas para ambos.
A 1ª vez que a minha avó veio ao Algarve  e a Ferragudo, habituada  que estava à vida social de Lisboa, teve um choque de desilusão e  quis regressar de imediato a Lisboa , tal o primitivismo , pobreza e sujidade que encontrou na aldeia.
De nada terá valido na sua determinação em desistir do projecto, nem mesmo sabendo do simbolismo que a casa representava para o marido, não só por ter sido mandada construir pelo seu pai, como parte das suas férias grandes do colégio terem sido aí passadas. 1906/7.
Durante a breve estadia em Ferragudo para avaliar o estado da casa ficaram alojadas no Monte de Nossa Srª , propriedade na altura, da Srª Dona Adelina, tia da então mulher do Ministro das Colónias , Francisco Viera Machado, por via da amizade desta com a minha avó.
Terá sido essa Srª Dª Adelina a convencer a minha avó a não desistir da "aventura " que tinha pela frente tentado mostrar-lhe as belezas naturais da terra. O meu avô que respeitava as decisões da sua mulher, mesmo que contrariado ficou profundamente feliz com esse volte face.  Tinha ficado decidido, que apesar das dificuldades, os dois iriam meter mãos á obra na recuperação de uma casa que tanto gosto tinha dado mandar construir ao pai e sogro. Estamos aproximadamente nos anos 40.